The Last One


Fernanda Mendonça, 18 anos, signo de touro, prazer! =)
Aspirante a escritora e poetisa, futura veterinária. Atualmente sem tempo pra nada, pois está se preparando para o vestibular.
Aprecio alguns livros ligados à ovnis e extraterrestres, amo poesia... E, para falar a verdade, aprecio quase todo tipo de leitura..Sou uma maníaca por livros.
Tento fazer minha parte quanto aos animais, apesar de ter certeza de não ser suficiente.
E...ok...Eu não sirvo para fazer esse tipo de coisa! ò.ó
Ah, e como diriam alguns: sou cafona, gosto de rock! =D

"Esta sou eu - a inúmera.
Que tem de ser pagã como as árvores
e, como um druida, mística.
Com a vocação de mar, e com seus símbolos.
Com o entendimento tácito, instintivo,
das raízes, das nuvens,
dos bichos e dos arroios caminheiros.
Andam arados, longe, em minha alma.
Andam os grandes navios obstinados."

Cecília Meireles


Survivors

Seres Pululantes
The Fibonacci Sequence
Yumi Is Dead!
Little Things

Do you remember the past?

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Delaying the End





| sexta-feira, 13 de maio de 2011 |

Amensalismo humano

O termo do momento, bullying, é apenas uma palavra nova usada para designar um comportamento muito antigo.
A imposição do mais forte sobre o mais fraco não é uma coisa nova, mas sim uma forma de seleção natural. Em qualquer lugar da natureza, você verá animais mais fracos, doentes ou deficientes sendo excluidos e subjugados, e é assim também com o Homem, sempre foi. Mas agora nós temos um termo especial para isso: Bullying.
Um animal domina o outro buscando o melhor para sua pequena sociedade, seja na hora do cruzamento, para gerar indivuduos mais fortes, ou na seleção de um líder capaz. Entretanto, quando um humano humilha e subordina outro, seja de forma direta ou indireta, ele acaba buscando a mesma coisa. O 'valentão' sempre acaba sendo o líder de seu pequeno bando.
Lutar contra o bullying é lutar contra a natureza selvagem que ainda existe dentro de cada um de nós. É possível que esse comportamento seja mascarado, ou mesmo que seja ensinado às crianças a reação à esse tipo de violência física e psicológica, de forma que não existam mais 'matilhas' humanas, e cada pessoa passe a ser seu próprio mentor e bando, mas isso também sufucoria nosso instinto de vida em comunidade.
Ambas as condições,tanto a de submissão que certas pessoas exercem num grupo, como a de dominância, que certos valentões e autoridades desempenham é necessária à manutenção de outro conceito antigo : a comunidade.

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postado por Fernanda Mendonça às 14:08 - 0 Awfs

| sexta-feira, 19 de novembro de 2010 |

Poema de um imortal

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postado por Fernanda Mendonça às 12:01 - 0 Awfs

| terça-feira, 24 de agosto de 2010 |

Você me ensinou



Eu me lembro da primeira vez em que te vi, saindo do avião, coberta de baba, se escondendo atrás da tua caixa. Você estava com medo do mundo, o mundo era muito grande e frio. Eu te estendi minha mão e você a beijou. Eu te pedi para vir comigo e ver o mundo. E só porque eu te pedi, você veio. Eu me lembro daquele dia. VOCÊ ME ENSINOU A ACREDITAR.

Eu lembro de você como um filhote, rodeada de brinquedos, colocados lá somente para você. Eu ria enquanto você balançava tua cabeça e latia para mim, me convidando a brincar. Você pegaria minha meia ou meu sapato e fugiria, só para eu te perseguir até você me devolver. Eu me lembro daquele dia. VOCÊ ME ENSINOU A BRINCAR.

Eu lembro de você como uma cadela adulta, grande e forte. Eu via você saudar cada convidado com teu rabo abanando, e olhos atenciosos. Eu sorria e me sentia seguro. Eu sabia que você sempre ficaria ao meu lado. Eu me lembro daquele dia. VOCÊ ME ENSINOU A TER CORAGEM.

Eu lembro de você como uma nova mamãe rodeada por filhotes. Eu sentei ao teu lado e te mostrei cada um, e como você os inspecionaria aprovando-os. Você os limparia e tomaria conta deles. Mesmo quando você estava cansada e desgastada. Eu me lembro daquele dia. VOCÊ ME ENSINOU A SER FORTE.

Eu me lembro de você como uma mãe, rodeada por filhotes crescendo. Eu ria enquanto você faria caretas de dor, quando um de teus filhotes te mordia e tentava fazer-te brincar. Eu vi você segurá-los e limpá-los, enquanto eles tentavam se livrar. Eu me lembro daquele dia. VOCÊ ME ENSINOU A TER PACIÊNCIA.

Eu lembro de você hoje, cansada e desgastada. Eu gostaria de te pegar, te abraçar e chorar. Você me olhava com aqueles olhos marrom claros. E quando a tua alma falou com a minha, você deixou este mundo grade e frio. Então, eu murmurei "Adeus". E mesmo neste momento que passou, quando meus olhos queimavam em lágrimas, você me ensinou uma última lição. Eu sempre lembrarei daquele dia. VOCÊ ME ENSINOU A AMAR.

Autoria Greg Hibler - Leviathans Lair Mastiffs

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| quinta-feira, 12 de agosto de 2010 |

Faces

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postado por Fernanda Mendonça às 17:08 - 6 Awfs

| sábado, 20 de fevereiro de 2010 |

Misticismo

Há magia em uma biblioteca, uma maravilha oculta que só os grandes apaixonados conseguem perceber. Consegue ouvir esse sussurro? Esse gritinho mudo de espanto? E as gargalhadas sufocadas, o prato escondido?
Cada livro possui uma voz, uma personalidade, e é isso que atrai leitores: a emoção de saber que nenhum livro é igual ao outro, a certeza de que ele não mentirá para você, a delicadeza em manipular suas páginas de seda, o carinho em colocá-lo na estante.
O que faremos se esse contato de tornar virtual? Ligaremos nossas caixas de som ao máximo, tentando captar seus sons místicos? O que faremos se não pudermos sentir a textura de suas páginas transparentes? Quebrando o encanto, livros virtuais são impessoais.
É certo que ele o livro virtual, ou e-book, ocupa menos espaço, é mais prático, e pode ser achado de graça na internet. Porém, ele não conseguirá substituir o misticismo do livro impresso. Os grandes leitores continuarão a viajar em meio às suas páginas, ouvindo o que o próprio livro tem a dizer sobre o seu conteúdo.
Clamo, mesmo diante da certeza da coexistência, para que suas vozes não sejam caladas, para que seu corpo de papel continue a viajar de mão-em-mão. Fique em silêncio entre prateleiras cheias de livros, e deixe que seus risos cubram seu corpo, e suas vozes suaves embriaguem sua alma.

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postado por Fernanda Mendonça às 15:45 - 2 Awfs

| segunda-feira, 23 de março de 2009 |

Opressão

Nesta sociedade absurda em que vivemos, a imagem de uma beleza forçada é estampada por todos os lados. Pessoas magras são dadas como ‘sinal de beleza perfeita’. Opressivamente, a mídia nos leva à um lado neurótico, em busca de um encaixe neste padrão.

O mais curioso, porém, é que nem sempre este foi o padrão de beleza. Há alguns séculos atrás, mulheres ‘rechonchudas’ eram tidas como as mais belas de todas, pois eram consideradas saudáveis e ricas.Assim sendo, por que a mulher sempre vai procurar se adequar a tais ‘normas’ de beleza?
A resposta é bem simples, na verdade. Através da lavagem cerebral embutida, muitas acreditam que este é o único caminho para serem queridas, respeitadas e belas. Grande problema, entretanto, é que a beleza não é uma coisa absoluta. O que é belo para mim pode não ser para você.Tudo depende dos olhos de quem vê: uma mãe sempre achará seu filho lindo, o enamorado sempre dirá que seu amado é o mais lindo do mundo.

Portanto, é preciso aceitar que muitas vezes a personalidade e a inteligência são muito mais atraentes do que o simples envoltório chamado corpo. É preciso, também, colocar na cabeça que padrões de beleza não são absolutos. Há sim quem concorde com eles, mas há tantos outros que acham o incomum – ou esquisito, diferente - tão mais bonito. Aposte no seu bem-estar, não deixe que seu corpo vire uma massa putrefata e esquelética pelos ditames radicais e passageiros da moda.

postado por Fernanda Mendonça às 18:57 - 0 Awfs

| quinta-feira, 12 de março de 2009 |

Salvar o planeta?

Introdução

Hoje em dia, só se ouve falar na salvação do planeta. Todos dizem que o planeta está doente, que precisamos salvá-lo, que é o fim do mundo.

Sinceramente, não acho que seja nada disso. O mundo está sim passando por mudanças, mas pelo conhecimento que temos de sua história, quantas transformações mais drásticas ele já sofreu?
De lava e fogo, o planeta se resfriou. Vida, terremotos, maremotos, cometas, inundações, congelamento. E depois de cada uma dessas transformações, ele voltou ao que ele era antes: um planeta equilibrado e extremamente propício à vida.
O único grande inconveniente, entretanto, é que em cada uma dessas grandes mudanças algumas espécies ou civilizações deixaram de existir: dinossauros, incas, maias, astecas, e o suposto povo de Atlântida. Todos, sem exceção, desapareceram da face da terra, deixando alguns vestígios de sua grandeza.
Mas será que o desaparecimento deles foi algo realmente ruim?
Pensando, hipoteticamente, na Terra como um organismo vivo e p

ulsante, nós seríamos apenas pequenos vírus e bactérias, que acabam destruindo o seu hospedeiro enquanto tentamos nos sustentar. A atitude mais óbvia a ser tomada pelo planeta, então, seria livrar-se de nós. Acho que é exatamente isso que está acontecendo.
Depois de séculos de destruição e cobiça, acumulamos uma carga de conhecimento inacreditável, mas talvez seja essa a causa de nossa própria destruição. E esse é o grande pavor que nos invade.

A problemática

Daqui a alguns anos, o clima do planeta vai ser insuportável para variadas formas de vida, e nós poderíamos burlar isso, se não fossem esses fenômenos cataclismáticos que assola

m nossos continentes.
Por causa deles, a humanidade está em frenesi, ouve-se por todo lugar que há necessidade de salvar o planeta, que ele está doente. Isso não é verdade.
O planeta está ótimo. E logo depois que os humanos sumirem de sua face, ele voltará a se estabilizar aos poucos. Isso que nos deixa em pânico. O planeta se volta contra nós, tenta destruir o vírus que por tanto tempo o prejudicou.
Não que este seja um problema menor, pois eu também tenho medo da extinção. Mas lutar contra isso seria lutar contra o rumo natural das coisas. Assim é o ciclo da existência : nascimento, crescimento, vida, envelhecimento e morte.


A solução
Pedem-me para resolver um problema que eu considero inexistente ou inconversível. Essa é mais uma dos aspectos da natureza do homem. Mania de grandeza, mania de querer saber e controlar tudo quanto for possível (e o impossível também, de preferência).
Mas diante de todos os argumentos que eu apresentei aqui, creio que o único e maior problema seja o homem. Fomos nós que destruímos o planeta. Fomos nós que o poluímos, fomos nós que tornamos suas terras inférteis, fomos nós que secamos seus rios. Fomos nós que nos alastramos por

sua superfície como fungos, fomos nós que ferimos suas terras e arrancamos suas plantas, sem falar no desaparecimento de habitantes mais nobres e sábios que nós.
O Homem, nosso grande problema, não possui solução. Fim. Ele é uma criatura estúpida que não consegue preservar o meio em que vive, que não consegue se mutar, se melhorar, para se adaptar.
Assim sendo, a sociedade está fadada à destruição, e talvez a atitude mais sábia seja simplesmente nos auto-destruirmos e acabarmos de vez com esse lenga-lenga. Só assim o mundo estará a salvo.
Acabando com o vírus, e não com os sintomas, acabamos com a doença.


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postado por Fernanda Mendonça às 17:40 - 5 Awfs